Engenheiro faz chover na região da Cantareira - O Estado de S. Paulo / Online
Aquela expressão "só faltou fazer chover" não se aplica ao engenheiro paulista Takeshi Imai que inventou um método que acelera a precipitação de chuvas sem uso de produtos químicos, apenas borrifando micropartículas de água na base das nuvens. A técnica é empregada na área dos Sistemas Cantareira e Alto Tietê da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), responsáveis pelo abastecimento de 14 milhões de pessoas. Fabricante de máquinas agrícolas e inventor de engenhocas de todos os tipos, Imai começou suas pesquisas sobre chuva há 31 anos. Seu interesse era descobrir como a nuvem se forma, cresce, precipita e vira tempestade. Descobriu que a teoria da evaporação com origem no solo estava errada. "A teoria do calor latente está furada. Não vai formar nuvem. Essa energia vira vento". Então, o "Professor Pardal" tupiniquim resolveu aproveitar essa energia e criou a semeadura por gotas de tamanho controlado, que usa água potável, e não produtos químicos, como iodeto de prata ou cloreto de sódio, para estimular as nuvens em determinadas áreas. O trabalho utiliza um avião bimotor para fazer a semeadura dentro das nuvens cumulus congestus. Nem todas as nuvens têm quantidade de gotículas de água suficiente para atingir um tamanho de gota que precipite. O processo de Imai borrifa micropartículas de água nas nuvens, que começam a se aglutinar e criam a gota com peso suficiente para compor a chuva e cair. Nas nuvens, segundo o engenheiro, a gota coletora faz o conjunto se precipitar. "A gota se forma quando a umidade chega a 101%." Essa microgota tem tamanho de 10 até 50 mícron. E a partir de 36 mícron, começa a existir a possibilidade de se grudar uma na outra e formar o pingo de chuva. As gotas de tamanho controlado de Imai são induzidas a grudar uma na outra. Parece coisa de louco, mas é realidade. Dá certo. Desde janeiro, por sobre as Represas do Sistema Cantareira e Alto Tietê, sua equipe da Modclima - Modificação Consciente do Clima e Ambiente já fez 182 vôos. Em 142 deles foi possível semear as nuvens. E em 58 vôos houve chuva, incluindo na quinta-feira, quando a reportagem participou da ação na região de Bragança Paulista e Atibaia, sobre as Represas Jaguari e Jacareí. "Mesmo nesse período do ano, quando as chuvas são mais constantes, a gente sente que pára de chover por vários dias. E com o avião, sistematicamente, quase todos os dias chove. Isso melhora o volume das represas", explicou Rodolfo Baroncelli, da Unidade de Negócios de Produção de Água da Sabesp. O maior sistema da companhia, o Cantareira, que atende quase 9 milhões de pessoas, é vital para evitar desabastecimento. "Há menos chuva na bacia (do Sistema Cantareira) e muito mais gente gastando água", afirmou. A engenhoca criada por Imai é capaz de produzir e borrifar 8,8 bilhões de gotículas por litro d'água. São cerca de 60 gotículas por centímetro quadrado. Essa máquina fica presa na asa e na cauda do avião, que entra na nuvem e faz a semeadura. Essas gotas lançadas pelo avião são maiores e colidem com a menores, se aglutinam, crescem rapidamente e provocam a chuva. "Quando fui indicado para pilotar o avião, achei que era uma coisa de louco. Mas depois vi que realmente funciona, é sério", contou o comandante Alexandre Loureiro, que está com Imai há um ano.
Mercado do boi gordo já recuperou parte da queda
Do começo de 2009 até meados de março os preços do boi gordo caíram, em média, 8,64%, considerando as 28 praças pesquisadas pela Scot Consultoria. Mas a recuperação já começou. Em algumas regiões os recuos ultrapassaram 13%, como é o caso do Triângulo Mineiro, Belo Horizonte-MG e Goiás. Já em outras praças as cotações caíram menos. No Tocantins e no Pará, por exemplo, o boi gordo caiu cerca de 5% no período. As quedas ocorreram pois houve uma diminuição na pressão do lado da demanda por carne. As exportações mantiveram-se inibidas, e os frigoríficos, receosos com a situação no mercado interno e externo, diminuíram os abates. Mas, de meados de março até agora, o mercado tem trabalhado com preços mais firmes e em alta na maior parte das praças. Os pastos estão ajudando os pecuaristas na venda compassada dos animais e aos poucos as vendas de carne são retomadas. Desde o início de março, o mercado já recuperou 3% dos 8,64% "perdidos" desde o começo do ano. Mas em comparação a abril de 2008, os preços hoje estão 2,12% mais altos, considerando todas as praças pesquisadas. Já em comparação com 2007, a alta chega a 41%. De fato os preços caíram desde o começo do ano, mas em comparação com os anos anteriores, as cotações estão a favor do pecuarista.
Boi Gordo: Exportação melhora. Mais um sinal de reação ou apenas um suspiro?
Ótima notícia para o mês de março! O Secex (Secretaria de Comércio Exterior) divulgou os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostrando que as exportações de carne bovina tiveram uma ótima recuperação em relação ao mês de fevereiro. Quando comparamos os valores financeiros (US$ 233,6 milhões) foram 25,7% superiores ao mês anterior e mesmo em volume (82,1 mil toneladas) obtiveram um aumento de 24,4%. O melhor de tudo é que este volume ficou apenas 2,7% abaixo do volume exportado em março de 2008, ou seja, mostra que realmente o mercado externo brasileiro apresentou uma significativa melhora no mês passado. Com o melhor “escoamento” no mercado externo e a firmeza dos preços no mercado interno vimos os preços do boi gordo com reação positiva em todos os mercados. O índice Esalq a prazo fechou a semana passada com a cotação de R$ 81,05, o que mostra uma recuperação de mais de R$ 4,00 em relação ao “fundo do poço” em 18 de março, quando a cotação chegou a R$ 77,04. O mercado futuro “também está gostando” desse ânimo todo, e mesmo com uma pequena queda no ajuste da sexta-feira, outubro ficou cotado em R$ 84,50, o que já torna a animar um pouco mais os confinadores, pelo menos no estado de São Paulo. E pensar que batemos no fundo do poço a R$ 77,53 para o outubro, e isso aconteceu há apenas três semana atrás. Será que o pessoal do mercado financeiro aproveitou, teve peito, e conseguiu ganhar nessa retomada dos preços? Para o curto prazo a pressão da alta da arroba deve continuar, as escalas ainda apresentam diminuição, na média dos anteriores 6 para atuais 4,5 dias, o que mostra a falta de boi no mercado. Resta-nos agora torcer que este seja mais um sinal da retomada do mercado e não apenas um suspiro sem fôlego.
Couros movimentaram US$ 288 mi no primeiro trimestre
As exportações brasileiras de couros no primeiro trimestre do ano somaram US$ 228 milhões, contabilizando redução de 57% da receita apurada no acumulado anterior. Os dados foram elaborados pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), com base no balanço da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “A redução de 57% nas exportações de couro, nos três primeiros meses de 2009, continua sendo conseqüência da crise financeira que afetou a economia americana e se espalhou mundialmente a partir do quarto trimestre de 2008”, explica o presidente do CICB, Luiz Bittencourt. Segundo ele, a recessão provocou uma forte queda de demanda, diminuindo a aquisição de diversos produtos e se alastrando a vários elos das cadeias produtivas.
Dinâmica do crescimento do mercado de lácteos no Brasil nos últimos anos Marcelo Pereira de Carvalho
O Brasil tem verificado um crescimento considerável no mercado de lácteos, que remonta pelo menos ao final da década de 80. De 1989 a 2000, o mercado total, calculado com base na disponibilidade interna de leite, cresceu em média 3,15% ao ano, caindo para 2,65% no período entre 2000 e 2008 (estimando-se uma produção de 27,4 bilhões de litros em 2008).
EXPORTAÇÕES DE CARNE BOVINA EM ALTA
Brasil exportou 106,73 mil toneladas equivalente carcaça de carne bovina in natura, com faturamento de US$233,60 milhões Em março, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Houve um recuo de 3% em volume e de 14% em receita na comparação com o mesmo período do ano passado, o que já era esperado. A boa notícia é que, em relação ao mês anterior (fevereiro/09), quando foram embarcadas 85,80 mil toneladas equivalente carcaça, a US$185,90 milhões, houve aumento de 24% em volume e de 26% em faturamento. Uma bela recuperação. Esse é o melhor desempenho registrado, para as exportações, desde outubro de 2008, mantendo a trajetória de alta iniciada em fevereiro. O preço médio, de fevereiro para março, reagiu 1%, de US$2.166,67 para US$2.188,70 por tonelada equivalente carcaça. É pouco, mas o importante é que deu fim ao movimento de baixa. O fato é que, quando a crise econômica "estourou" (entre setembro e outubro de 2008), os importadores optaram por queimar os estoques, já que ficaram sem crédito e não sabiam como iria se comportar a demanda. Agora, os estoques enxugaram, e eles estão voltando às compras.
Boi: mercado em recuperação
Pecuaristas iniciaram o mês de abril um pouco mais animados com os preços da arroba de boi gordo. Desde o dia 19 de março, o indicador de preço do boi gordo da Esalq/BM&F Bovespa tem registrado aumentos, acumulando recuperação de 3,4% até o fim de março. No trimestre, no entanto, o indicador caiu 8%. Nos últimos dias, além da baixa oferta de animais e das curtas escalas de abate nos frigoríficos, o ligeiro aquecimento da demanda dos atacadistas favoreceu o aumento dos preços do boi e da carne. As chuvas que ocorreram em certas regiões produtoras têm contribuído para o posicionamento retraído dos pecuaristas, informam os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP). Um outro fator que também leva à baixa oferta é a desconfiança sobre a situação financeira das indústrias do setor. Segundo o Cepea, o pedido de recuperação judicial do Frigorífico Independência sinalizou que mesmo as empresas mais sólidas podem estar sujeitas a enfrentar os impactos da crise mundial.
SETOR DE SUÍNOS APOSTA EM NOVOS MERCADOS
A expectativa para o setor de carne suína é de estabilidade em 2009. "E estabilidade já é grande coisa", afirma Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína). Relatório que a Abipecs acaba de fechar sobre 2008 mostra que o desempenho da produção no ano passado foi influenciado pela estabilização dos alojamentos de matrizes e redução da produção no mercado spot no ano anterior. E novamente o crescimento, se houver, da produção deve ser modesto este ano. Além do alojamento, outro fator que influencia é a rentabilidade do setor neste semestre, afetada pela queda dos preços da carne suína na exportação em quase 50% por causa da crise financeira global, segundo Camargo Neto. Com menor lucratividade, a tendência é de redução no peso dos animais para abate. Num ano em que as exportações de carne suína caíram 77 mil toneladas, para 529,4 mil toneladas – em grande parte pela crise financeira internacional a partir do último trimestre –, o que se viu, em 2008, foi um aumento do consumo per capita no mercado doméstico.
PREÇO DO LEITE SOBE 1,78% EM MARÇO, MOSTRA CEPEA
O preço médio do leite pago ao produtor nacional subiu 1,78% em março (refere-se ao produto entregue em fevereiro), segundo levantamento do Cepea/Esalq/USP. Na média ponderada de sete estados (Minas Gerais, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina), o preço bruto ficou em R$ 0,6087 por litro, acima dos R$ 0,5981 do mês anterior. O Cepea também levantou preços no Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul (dados não incluídos na média Brasil) e verificou altas de 2,52% e 4,6%, respectivamente. De acordo com a pesquisa do Cepea, a expectativa de 48,8% das cooperativas e laticínios consultados para o próximo pagamento é de estabilidade dos preços. Outros 45,3% acreditam em novos aumentos para o leite. O levantamento também mostrou que os preços dos derivados no mercado atacadista de São Paulo subiram, em média, 1,7%, de janeiro para fevereiro. Fontes do setor de lácteos já vinham apontando recuperação nos preços por conta da oferta menor, demanda mais firme e redução de estoques nas empresas.
Nutriphós Recebe da FIEP o Prêmio Sucesso Empresarial
No dia 30 de novembro de 2006, aconteceu em Curitiba, mais precisamente no Auditório do Edificio Presidente Jorge Aloysio Weber, sede da FIEP,a entrega do prêmio SUCESSO EMPRESARIAL 2006 às industrias do Estado do Paraná.
O que é o Prêmio Sucesso Empresarial
O Prêmio Sucesso Empresarial é uma realização da FIEP - IBPQ-MPC, Sebrae e Grupo Gerdau. Conta também, com o apoio do MBC, SEIM, FECOMERCIO E FACIAP.